Centro de Coimbra

O centro histórico da cidade, que abrange a Baixa e a Alta da cidade, é um local privilegiado que oferece cultura, animação e lazer.

Vista do centro de CoimbraSão ruas estreitas, vielas e escadinhas que constituem a Baixa de Coimbra e a tornam tão singular e cheia de vida. É aqui que, desde o início da história da cidade, se situa o comércio, o artesanato e a tradição.
Em tempos, mais especificamente no século XII, a Baixa chegou mesmo a ser o ponto de divisão da cidade, quando os nobres e os religiosos habitavam a zona da Alta e os trabalhadores – como comerciantes e artesãos – se espalhavam pelas terras à beira do rio. Mais tarde, também os estudantes começaram a ocupar a área junto à Universidade e, eventualmente, as diferenças começaram a esbater-se ao longo dos tempos. Isto também porque, no século XIX, a cidade começa a crescer para além das muralhas e, na Alta, nasce o Jardim Botânico e a Universidade expande-se.

Igreja Santa Cruz

A poucos metros do alojamento

Igreja de Santa Cruz

É na Baixa que encontra ícones conimbricenses como a Igreja de Santa Cruz, que embeleza a Praça 8 de Maio. O antigo mosteiro foi fundado no ano de 1131 pela ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, com o apoio dos monarcas D. Afonso Henriques e de D. Sancho I. É nesta igreja que estes governantes portugueses se encontram sepultados e, com eles, parte da história lusitana. Este edifício é, hoje, um dos principais marcos históricos do país, também devido ao seu estilo manuelino.

Sé Velha

Já na Alta, encontra a Sé Velha, um dos mais importantes edifícios do estilo românico ainda intacto existente em Portugal. A construção do monumento, onde milhares de pessoas se concentram durante as grandes serenatas das festas estudantis, começou depois da Batalha de Ourique, que aconteceu em 1139, quando D. Afonso Henriques se tornou rei de Portugal e escolheu Coimbra como capital do reino.

O rio dos estudantes

Alojamento junto ao Rio Mondego

O rio Mondego quase banha este centro histórico com as suas águas nascidas na Serra da Estrela que correm para o mar, encontrando-o na Figueira da Foz. É o maior rio com origem em Portugal e foi até apelidado de Munda, no tempo dos romanos. Os antigos baptizaram-no desta forma inspirados pela sua transparência, claridade e pureza.
Além disso, o Mondego é o rio português mais cantado pelos poetas e, sobretudo, pela canção tradicional de Coimbra. As primeiras referências conhecidas sobre a presença do Mondego na arte portuguesa remontam ao início do século XVI, quando os poetas se deixaram maravilhar pelas suas águas inspiradoras que servem de espelho à mística da cidade.
Além disso, o Mondego é a casa de uma das riquezas gastronómicas da região Centro: a lampreia, uma espécie que ainda prolifera nas águas destes rio. É apanhada para fazer um dos melhores pratos que se pode comer em Coimbra e nas localidades à sua volta, ou seja, o tradicional arroz de lampreia.

Praça da República

Outro dos pontos centrais da cidade é a Praça da República, onde se concentra a animação nocturna e onde se podem visitar alguns dos locais mais icónicos da cidade, como o Jardim da Sereia. À noite, os bares desta zona enchem-se de espírito académico, principalmente durante o período de aulas, e a praça torna-se um ponto de encontro para estudantes e conimbricenses. Contudo, também pode encontrar bons bares noutras zonas da cidade, como a área da Sé Velha.
Além disso, se decidir conhecer a noite da cidade, aproveite para experimentar algumas das bebidas típicas da região. Em Coimbra, prove os vinhos da Bairrada e, já agora, os do Dão também. Uma das bebidas mais famosas em Portugal é o Licor Beirão, fabricado na Lousã, situada nas redondezas da cidade de Coimbra. Se estiver na cidade, tem de o provar!